Esse fim de semana eu tive o prazer de descobrir que o músico e produtor Matheus Duarte escreveu um ótimo post comentando sobre meu trabalho, o cenário musical Curitibano, e as novas tendências do mercado musical.
Para mim foi uma honra, pois considero o Matheus Duarte um dos grandes ícones musicais da nova safra de artistas e profissionais do áudio no Brasil. Saído de Belo Horizonte, passou por diversas bandas, trabalhou como publicitário, e também como produtor musical nos EUA. Hoje faz parte da banda Trivolve, trabalha em um dos estúdios mais conceituados de Curitiba, o Nico’s Studio, e ainda encontra tempo para desenvolver seu projeto musical solo.
Destaquei abaixo um trecho do texto que ele escreveu e que achei muito importante:
“A meu ver a realidade musical curitibana é uma das mais interessantes do momento. Unindo-se a isso a escassez de novidades na música pop e rock brasileira, tem-se a sensação de que algo está para acontecer. Mas como fazer isso sem ficar simplesmente esperando?“
Estou sempre pensando sobre isso e acredito muito na força que cada banda ou artista independente possui. Quando escrevi o post “É Hora de se Unir!” foi visando uma resposta a essa pergunta. E na verdade eu considero tudo muito simples, temos basicamente duas opções: ficar reclmando enquanto esperamos algo acontecer, ou tomar a frente e nos transformar na solução.
O legal é que o Matheus também citou um exemplo que eu gosto muito de utilizar, que foi o movimento grunge que ocorreu em Seattle no final da década de 80:
“A intenção é tentar repetir o evento que foi a “descoberta” de Seattle, quando após o surgimento do Nirvana o mundo viu uma sequência de bandas fabulosas surgir. Tratava-se de um grupo de amigos que tocavam juntos e compunham uma cena unida.”
Esse movimento musical é a prova de que se houver um trabalho em conjunto e unido a chance de chamar a atenção e causar alguma mudança é muito grande. Quero enfatizar o ponto da união, o Nirvana não aconteceu sozinho, junto com eles estavam várias outras bandas como Alice in Chains, Pearl Jam, Mudhoney, Tad, Screaming Trees, etc. E o melhor de tudo isso é que logo após o sucesso do grunge começaram a aparecer outras bandas, fora de Seattle, que apresentavam a mesma linha musical, como Stone Temple Pilots de San Diego, The Smashing Pumpkins de Chicago, e até de outros países, como, por exemplo, o Silverchair da Austrália.
E sabe o que é o mais interessante desse movimento? É que ele aconteceu em uma época que não existia internet, não existia boa parte da tecnologia atual, não existiam as facilidades de divulgação que encontramos hoje. Mas mesmo assim encontraram uma forma de aparecer para o mundo e fazer a diferença em um mercado que estava sendo dominado pelo “Glam Rock“.
Tenho certeza de que alguns vão dizer que foi justamente a falta da tecnologia e da internet que possibilitou o sucesso deles em primeiro lugar, pois havia menos concorrência, menos pirataria, mais shows, mais público, etc. No entanto gostaria de lembrar que o principal diferencial que eles possuíam era o de ser uma rede musical, onde todos tocavam juntos, frequentavam os mesmos locais, divulgavam as bandas dos amigos, e com isso montaram uma base de fãs que não era focada apenas em uma ou outra banda, mas sim no grupo, no movimento como um todo. Criaram uma comunidade musical.
O Matheus termina o post com um vídeo muito legal, feito pelo Claudinho Brasil, mostrando um pouco de uma de nossas reuniões sobre esse assunto e também um pouco do trabalho de cada artista. Logo faremos mais reuniões sobre o assunto e prometo gravar algumas imagens para colocar no meu canal do Youtube.
E agora, mais uma vez, peço a sua participação nessa empreitada. E lembre-se que não importa de onde você é, hoje vivemos em um mundo sem barreiras, graças à internet! Portanto fique à vontade de comentar, me enviar sugestões de artistas, notícias, outros blogs, enfim, qualquer coisa que acredite ser pertinente a esse movimento.
Não fique sentado esperando, faça parte e seja a solução!

Pô, Cabelo! Agora quem se sente honrado sou eu! Valeu demais o post! Tamos aí e vamos fazer essa parada virar. Curitiba e o Brasil não perdem por esperar. E que não espere por muito tempo! Grande abraço!
demais, cara! Valeu! Espero que em breve a gente possa trabalhar em algum projeto juntos. Já tenho uma proposta pra te fazer. heheheh.
Abraço!
Fala Matheus!
Po cara, massa! Vamos sem dúvida fazer algo junto, precisamos conversar mais! Hehehe.
Abração!
Olá. Penso que um movimento tem que se mover e não ficar parado só debatendo e/ou discutindo, ou mesmo focar na idéia de reeditar algo que ocorreu 20 anos atrás. Tem que se pensar no novo, pegar impulso com um breve passo atrás, e dar um salto à frente. Temos exemplos de movimentos que deram certo aqui mesmo, com as bandas de black/death metal nos anos 90 e, mais recentemente, com as bandas psico e punk; não precisa-se ir até Seattle. Está aqui, embaixo de nossos narizes.
Tem que se promover festivais sem ficar agarrado aos editais da FCC, buscar auxílio da iniciativa privada, promover debates nas rádios, trazer os donos dos palcos da cidade para debater com seriedade, deixar claro que isso é trabalho, que isso é vida, que não queremos trocar música por bebida; fazer shows gratuitos em praça pública, abandonar essa mecânica vetusta, enferrujada, deixar no passado o que lá está, respeitar quem lá está, aprender com quem lá está e focar no novo. Bora trabalhar.
Fala Gladson!
Apenas utilizei o exemplo de Seattle por ser o mais conhecido mundialmente. Poderia ter citado o movimento House em Chicago, ou o Hip-Hop americano, ou até o Rap de São Paulo que estourou a alguns anos atrás. Sem dúvida temos vários exemplos.
Não adianta apenas discutir, concordo, no entanto também não adianta fazer nada se não for planejado. Eu estou trabalhando isso com muito cuidado, pois é difícil apresentar novas idéias que ainda nem foram comprovadas.
Já em relação à iniciativa privada, rádio, donos de palcos e festivais, sinceramente não vejo resultado no momento. A grande maioria vai exigir algum tipo de comprovação ou garantia antes de fornecer auxílio. É o mesmo que acontece com os recém formados que entram no mercado, sem experiência, mas toda oportunidade que aparece exige no mínimo dois anos na área. E aí como faz?
Eu entendo a importância das mídias tradicionais, mas para os iniciantes no mercado musical é algo ainda muito distante. E pode nem ser tão necessário. Quer tocar para o público e divulgar um show? Faça uma transmissão online pelo Justin.tv. Quer promover debates em rádio? Monte um programa de Podcasts. E pra que iniciativa privada se temos meios gratuitos de divulgação?
E posso afimar por experiência que tive nesses últimos meses que várias pessoas curtem a idéia de se unir, se mexer, de mudar, mas na hora de fazer a coisa acontecer fica tudo na mesma.
Então, Rodrigo. Eu estava também ilustrando. O que acho é que devemos nos unir de fato, virando as costas de uma vez por todas para essas tais mídias tradicionais, para os donos dos palcos e afins, que se negam a dar oportunidade ao "desconhecido", que não estão preocupados em fomentar a cultura musical local, que abrem suas portas para o "mais do mesmo" e entopem o bolso embebedando, entorpecendo (e enganando) o público. Temos que abrir uma rádio na internet, por exemplo, e ali tocar o som de quem tá afim de sair do cabresto. Temos que alugar um terreno baldio, montar um palco e fazer um mini festival, de dia. Esse tipo de movimentação, considerada subversiva pelos que consomem o "mais do mesmo" é o que faz as coisas mudarem. e tem que fazer isso tudo e pisar firme no chão, dar a cara a tapa, ir até o fim, sem titubear. Isso é o que, de fato, penso ser um movimento de união. Essa carinha de bebê politicamente correto não funciona. ;^)
P.s.: Concordo com você aqui também: devido a esse zelo com as idéias, com o planejamento, é que a AQP ainda não mostrou a cara por inteiro. Tem que preservar a integridade das idéias e não simplesmente jogá-las aos quatro ventos e ver no que dá.
nosssa brow irado esse Tutorial
dahora msm
valeuu
Boa. Vou ver com um conhecido meu que tem também uma rádio na internet, chamada Mqueca de Sirihttp://muquecadesiri.podomatic.com/. Pois, cara, um camarada meu se interessou em entrar nessa de ir até a "casa" levando propostas, e tal. Ele trabalha com rreno baldio é o que nãofalta nessa cidade. Isso é mais ou menos como quando os caras faziam as raves na Europa, sem autorização, simplesmente faziam e saiam correndo, haha.
Po massa! Se conseguir agilizar isso seria animal! Vamos conversar melhor por e-mail, acho que rola sair coisa boa disso aí!
Irado o post Rodrigo.
A escala mostrada é harmônica menor né? Pq a menor natural não possui o Ab.
Muito bom o blog, parabéns e to sempre acompanhando.
Abraços
Fikei triste e com ciumes….tbm dei a dica do Cantasia……mas to de pilha …huahuahua
Seguinte: Qto ao video, ficou 10.Queria dar uma sugestao: Vamos explorar mais esse vídeo e esse assunto, pq eu ainda tenho algumas dúvidas. Primeira, na hora de mixar, vc utiliza algum limiter nas tracks, ( especialmente na construcao do bass line ?? ) Pergunto isso, pq como eles estao em frequencias diferentes, e planos diferentes ( acontecem separados ) há q se pensar no timbre como um todo …..ou nao ?? Qto ao programa Casntasia, tem algumas video aulas dele no youtube em portugues. Mas se quizer gravo algo aki p vc .
Abraxxxxxxx